A ema e Emma

Na canção de Jackson do Pandeiro, a ema geme pra avisar. Avisos nem sempre são alvissareiros. No entanto, é bom estar alerta. Atentos para os movimentos que tentam cercear a liberdade.

“A liberdade é a maior ameaça que pode pesar sobre a autoridade”, afirma Emma Goldman. Isso acontece porque as pessoas são forjadas dentro de uma tradição familiar e de uma rotina que não exigem nem grandes esforços tampouco personalidade. Isso transposto para o mundo da política ocorre com mais força, conforme essa pensadora. Nos círculos políticos não é criado nenhum espaço para a livre escolha, para o pensamento ou para a atividade independentes. “Só encontramos marionetes boas apenas para votar e pagar os impostos.”

“As perseguições contra o inovador, o dissidente, o contestador, sempre foram causadas pelo temor que a infalibilidade da autoridade constituída seja questionada e seu poder solapado.”

Bom, está avisado: este é um blog com escritos libertários.

Quando alguma ameaça pairar sobre nossas cabeças, a ema vai gemer.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Enfim sem partido!

Depois de uma luta de décadas tentando conciliar os ideais libertários com a militância partidária, desisti de disputar por dentro. Adeus PT!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Liberdade

Em 18 de julho de 1936 o exército espanhol se rebela contra o Governo da República. Seis mulheres de origens e classes sociais diferentes se organizam em um grupo de anarquistas para lutar, de igual para igual com os homens, contra as tropas nacionais. Uma freira que descobre a solidariedade fora da fé, prostitutas, operárias, etc., unidas para defender seus ideais políticos e, ao mesmo tempo, fazer entender a seus companheiros as mudanças ideológicas e sociais pelas quais elas também almejam conquistar.
Libertárias, filme dirigido por Vicente Aranda. Título em português: Liberdade.





e

A EMMA GEMEU: concordância ou morte


Segundo Emma Goldman, um dos fatores que leva os governos a um conservadorismo cada vez mais reacionário é a desconfiança inerente que eles tem do indivíduo, o temor da individualidade. Nosso sistema político e social não tolera o indivíduo com sua constante necessidade de inovação. É, portanto, em estado de “legítima defesa” que o governo oprime, persegue, pune e às vezes mata o indivíduo.
A morte do indivíduo tanto pode ser física como simbólica, no campo das idéias, no isolamento, no aniquilamento enquanto sujeito pensante. O sufocamento de toda crítica, da expressão de opiniões divergentes é perpetrado pelos dirigentes para se manterem no poder, para não serem questionados. Não importa se a crítica vem de seus pares, se visa ao aprimoramento em prol da coletividade. Divergir do alto mandatário é assinar a sentença de morte ou degredo.
Nos tempos atuais, o assassínio das divergências se dá por outras táticas, mas o resultado é o mesmo: o aniquilamento dos discordantes.
E não há diferença se o mandatário é de direita ou de esquerda. Alcançar o poder e não apear dele é o objetivo final, os meios para isso não fazem a menor diferença.
Isso lembra algum lugar não muito longe daqui?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

concordância ou morte


Segundo Emma Goldman, um dos fatores que leva os governos a um conservadorismo cada vez mais reacionário é a desconfiança inerente que eles tem do indivíduo, o temor da individualidade. Nosso sistema político e social não tolera o indivíduo com sua constante necessidade de inovação. É, portanto, em estado de “legítima defesa” que o governo oprime, persegue, pune e às vezes mata o indivíduo.
A morte do indivíduo tanto pode ser física como simbólica, no campo das idéias, no isolamento, no aniquilamento enquanto sujeito pensante. O sufocamento de toda crítica, da expressão de opiniões divergentes é perpetrado pelos dirigentes para se manterem no poder, para não serem questionados. Não importa se a crítica vem de seus pares, se visa ao aprimoramento em prol da coletividade. Divergir do alto mandatário é assinar a sentença de morte ou degredo.
Nos tempos atuais, o assassínio das divergências se dá por outras táticas, mas o resultado é o mesmo: o aniquilamento dos discordantes.
E não há diferença se o mandatário é de direita ou de esquerda. Alcançar o poder e não apear dele é o objetivo final, os meios para isso não fazem a menor diferença.
Isso lembra algum lugar não muito longe daqui?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

sobre "bestas selvagens"


Os recentes distúrbios que ocorreram em Londres e outras cidades da Inglaterra são como a explosão de um furúnculo que latejava há algum tempo.

A sanha neoliberal que se sustenta do consumo incontrolável e com seu dedo de Midas perverso tudo transforma em mercadoria: a educação, a arte, a saúde, o amor... tudo virou moeda de troca.
Num mundo brutalmente mercantilizado a resposta ao sufocamento compulsório é o violento rasgar dos sacos que sufocam. Os jovens que tomaram as ruas de Londres, as ruas do Chile, as diversas manifestações em várias partes do mundo ecoam o rasgar dos sacos sufocantes. Ocupar as ruas tumultuadamente como na Inglaterra ou com um propósito definido como tem sido nos outros países são faces de uma mesma moeda. São os sinais de que o mundo do deus mercado está indo para a UTI.
O milico inglês Max Hastings denominou os jovens manifestantes de "bestas selvagens".

Talvez ele não tenha percebido que a principal besta a quem os governos neoliberais adoram como um deus está devorando as suas crias: o capitalismo.